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PEÇO DESCULPAS AOS USUÁRIOS, POIS HOUVE UM ERRO NA CONTAGEM DE VISITAS, POIS A MESMA ESTAVA POR VOLTA DOS 37000 acessos. Reparei o erro de contagem no dia 27-04-2011, portanto parte-se deste número em diante, ja que não há outra fotma de voltar aos acessos anteriores. Grato pela consideração de sempre! Alexandre de Souza Firme, nascido em 16/10/1976 - Formado em Fisioterapia pela UNIFESO desde 2013 (http://www.feso.br/graduacao/fisioterapia.php). Este blog é direcionado às áreas biomédicas, fisioterapia principalmente, para os interessados em obter e reciclar seus conhecimentos. Leitor, deixe seu comentário, mas sempre que possível, com sua identificação ou e-mail para que possa haver um melhor contato.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

JOANETE - O que é? Como se trata?

JOANETE - Definição e Tratamento
(Algumas partes editadas por Alexandre Firme)

O que é o joanete?

O joanete, que cientificamente é chamado de hálux valgo, é a patologia mais comum do pé do adulto. Diferente do que muita gente pensa, o joanete não é um osso que cresceu ou que surgiu, mas um desvio do primeiro metatarsiano e das falanges (osso do dedão) que se expressa como uma saliência na região de dentro do pé.


Quais são as causas do joanete?

Dois fatores principais estão nitidamente associados ao desenvolvimento do joanete: a história familiar da patologia, ou seja, ter alguém na família com a deformidade e o uso de calçados inadequados, sobretudo salto alto e bico fino.


O joanete é muito comum?

É estimado que 33 % da população urbana tenha algum grau da deformidade. A incidência da deformidade é muito menor (em torno de 2%) entre indivíduos que não têm o hábito de usar calçado fechado, como os índios.

Como é atualmente a cirurgia para correção do joanete?

A cirurgia para correção do joanete sofreu várias inovações nos últimos anos. As técnicas mais modernas, além de serem muito mais eficazes, dispensam o uso de gesso o que facilita a reabilitação pós-operatória. De qualquer maneira, o procedimento exige alguns cuidados e o uso de calçado fechado só é permitido após 40 dias de cirurgia. Neste intervalo o paciente deambula com um calçado apropriado que proporciona o apoio somente no calcanhar.


Que anestesia é utilizada pra cirurgia do joanete?

O procedimento é realizado sob sedação e um bloqueio realizado na região do pé e do tornozelo, dispensando assim, o uso de anestesia geral ou na coluna. Este tipo de anestesia além de minimizar as complicações, promove uma analgesia muito mais prolongada no período pós-operatório.


Qual é a cirurgia mais indicada para correção do joanete?

São conhecidas mais de 100 técnicas cirúrgicas para a correção do joanete. Cada paciente, ou melhor cada pé, deve ser avaliado individualmente e o procedimento mais adequado deve ser indicado baseado no grau da deformidade e na idade do paciente, entre outros fatores.


Pode acontecer de a cirurgia não ter sucesso?

As chances de insucesso no tratamento do joanete são muito pequenas, desde que a cirurgia seja corretamente indicada, não hajam complicações e as recomendações sejam estritamente seguidas pelo paciente.


Que cuidados eu devo ter após a cirurgia?

A maioria dos pacientes submetidos à correção do joanete pelas técnicas atuais desfrutam dos avanços da cirurgia moderna dispensando o uso de gesso e estando liberados para caminhar (com moderação) no dia seguinte à cirurgia. Porém alguns cuidados são fundamentais:

1. Não deixe de seguir estritamente as recomendações do seu médico.

2. A liberação para caminhar após a cirurgia, envolve o indispensável (comer, ir no banheiro,etc..). Evite caminhadas desnecessárias. Elas aumentam o inchaço, provocam dor e retardam a recuperação.

3. Esforços exagerados no período pós-operatório, incluindo caminhadas desnecessárias, podem colocar em risco o resultado da cirurgia pela perda da correção obtida trans-operatoriamente.

4. Não deixe de realizar todas as consultas pós-operatórias. Habitualmente você deve ver seu médico mensalmente até o sexto mês pós-operatório para assegurar uma reabilitação adequada.


Tratamentos Recomendados:


Tratamento conservador:

O tratamento conservador deve ser a primeira alternativa, principalmente no caso de corredores, já que a cirurgia de correção do hálux valgo tem como principal conseqüência a rigidez ou diminuição do movimento da articulação metatarsofalangeana. Conseqüência essa que pode prejudicar o rendimento do corredor e principalmente alterar a pisada, formando um mecanismo compensador que pode levar a outros problemas ortopédicos.

O tratamento do hálux valgo deve focar não apenas a deformidade do dedão, mas também as alterações biomecânicas que, associadas, podem causar essa deformidade.

O tratamento inicial tem como objetivo diminuir a dor e a inflamação. Para atingir esses objetivos a fisioterapia pode fazer uso da aplicação do ultra-som, gelo e mobilização articular do hálux. A utilização de medicação antiinflamatória auxilia o tratamento fisioterápico e deve ser prescrita por um especialista (ortopedista). É de extrema importância que as atividades atléticas sejam modificadas para reduzir o stress causado no joanete. Deve-se evitar corrida em terrenos irregulares (principalmente com subidas), treinos de tiro e atividades que envolvam chutes (futebol e lutas marciais) ou posturas ajoelhadas. As atividades mais indicadas para essa fase são: ciclismo, natação, remo e deep running (corrida dentro da água com uso de flutuadores).

Com a redução da dor o fisioterapeuta deve focar na restauração da mecânica normal da marcha, o que envolve equilíbrio muscular e adequado alinhamento das articulações do membro inferior. Assim que o atleta referir melhora da dor, devem ser iniciados o relaxamento e alongamento dos músculos e tendões da perna e pé que se apresentam encurtados, para que se evite qualquer limitação do movimento nestas regiões.

Os principais músculos a serem alongados são: os músculos da panturrilha (gastrocnêmio e sóleo) e o músculo que dobra o dedão (flexor longo do hálux). O alongamento do músculo do dedão deve ser realizado e instruído pelo fisioterapeuta, que ao aplicar suave tração na articulação buscará primeiramente o alinhamento da articulação, já que deformidade deve ser corrigida manualmente antes da aplicação de força na direção que se deseja alongar. O fisioterapeuta deve ensinar e treinar o atleta para que este repita o alongamento três a quatro vezes ao dia.

Simultaneamente com os exercícios de alongamento deve ser iniciado um programa de fortalecimento para a musculatura intrínseca do pé e músculos da perna. Os músculos mais importantes a serem fortalecidos são: músculos abdutores e rotadores externos do quadril, tibial posterior (este músculo ajuda no suporte do arco do pé, controlando a pronação) e os músculos da sola do pé.

A progressão do número de repetição e resistência indicada para cada exercício depende da força inicial de cada músculo e da presença de dor um dia após os exercícios. Portanto, deve ser definida pelo fisioterapeuta que está guiando o seu tratamento.

O programa de fisioterapia dura em média duas a cinco semanas. Ao retornar à corrida o atleta deve manter os exercícios de alongamento e fortalecimento duas a três vezes por semana.

Cirurgia:

Alguns corredores po dem não obter sucesso com o tratamento conservador, principalmente nos casos em que a alteração da articulação é mais acentuada. Para estes casos a cirurgia pode ser uma boa opção, já que atualmente a correção do alinhamento do dedão é menos agressiva, permitindo uma recuperação mais rápida e com menos seqüelas.


Abaixo, algumas imagens:

Fontes:

http://www.clinicadope.net/detalhe_texto.php?id_foto=105

http://www.revistacontrarelogio.com.br/materias/?Como%20enfrentar%20e%20conviver%20com%20o%20joanete.302

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pulso Aberto? (Na verdade, PUNHO... e não chega ser "aberto"!)

Pulso Aberto? (Na verdade, PUNHO... e não chega ser "aberto"!)
Por Alexandre Firme - Maio de 2010.
(** Por favor, deixe seu NOME E E-MAIL ao final de seu comentário para que eu possa respondê-lo(a) diretamente, ok? Agradeço desde já.)
A Anatomia dos punhos e das mãos é composta por vários músculos, tendões, nervos, ossos, artérias e veias. Porém em relação ao tão famoso "pulso aberto", não há necessidade de entrar em tantos componentes anatômicos.

No caso do punho aberto, melhor dizendo, da lesão no retináculo dos extensores dos dedos (imagem 1), há resultantes de dor (tanto no repouso quanto ao movimento), hipomobilidade (pouco movimento), perda de força e incômodo constante até o momento em que há um certo reconforto na região e o indivíduo relata ou sente "melhora".
Imagem 1 abaixo:
Nesta região há musculatura dos flexores e extensores dos dedos, músculo pronador quadrado, articulações radial, ulnar e do carpo, entre outras estruturas.

O Retináculo dos extensores dos dedos é uma estrutura de tecido fibroso, muita parecida com a dos tendões e que protege os tendões destes extensores dos dedos e também mantém alinhada e funcionalmente articular os ossos rádio e ulna, articulando-se e também com o carpo da mão.

Esta estrutura (retináculo), conforme algum trabalho forçado, ou constante, pode ser lesionado, pois a ação natural vetorial do osso Rádio e da Ulna é de se afastar, devido às estruturas marginais e mais internas localizadas à mesma altura "pressionando" as partes distais destes dois ossos "para fora".

O Retináculo dos extensores dos dedos mantém estes ossos articulados e unidos, dando-lhes funcionalidade adequada às várias situações requisitadas no dia a dia.

Conforme este trabalho forçado ou insistente, este retináculo, em forma de pulseira fibrosa, é lesionado em forma de "rasgo", como se um tecido fosse se rasgando aos poucos, da área distal para a proximal.

Com esse tipo de lesão, ocorre o desalinhamento articular, dor, eventual edema, rubor, iniciando um quadro de inflamação, mas podendo fortemente "evoluir" para o rasgo do tecido. A falta de força é decorrida da falta de movimento e desalinhamento músculo-articular, também acompanhada de desconforto e hipomobilidade.

A possível "cura" para esta patologia é normalmente um processo cirúrgico, dependendo do grau da lesão, mas infelizmente, os indivíduos que procuram um médico ou um fisioterapeuta para avaliação do quadro e posterior tratamento mais adequado possível, chegam tarde demais, ou seja, já com um quadro relativamente avançado, pois a dor já incomoda tanto que não é mais possível suportá-la. Por isso, a ocorrência maior de cirurgias. Porém, em fase inicial, um bom tratamento fisioterapêutico pode eliminar o quadro de dor, desconforto e outros, com trabalhos muito interessantes e que podem e muito, ajudar a prevenir este tipo de lesão.

Não acho ético nem correto transcrever algum tipo de tratamento, dependendo do tipo de patologia, é claro, em leituras por internet, pois podem haver algumas peculiaridades do indivíduo que, ao realizar o "suposto tratamento", pode até mesmo piorar o quadro atual. Por isso não postei nada por aqui, pois o procedimento correto é procurar um ortopedista ou fisioterapeuta competentes para que seja feita uma avaliação segura e seguido de um tratamento realmente eficaz!

Abaixo, mais algumas imagens de esquemas anatômicos para melhor compreensão.



No link a seguir, outros esclarecimentos:

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Unhas fracas... Como fortalecê-las?

Unhas fracas. Como fortalecê-las?

O que são as unhas?

As unhas refletem a saúde do organismo. Elas são anexos cutâneos formados por diferenciação de alguns segmentos da pele. Possuem muita queratina e estão envolvidas no processo de proteção do organismo em relação ao meio externo e tem função estética.

O crescimento delas é contínuo e recebe estímulos hormonais e nutricionais diversos. A unha pode interromper seu crescimento ou apresentar alterações de estrutura uma vez que, em casos de doenças graves, o organismo reservar sua fonte de proteínas, vitaminas e de defesa para os órgãos vitais. Os nutrientes ficam escassos primeiramente nas unhas1 e nos cabelos e ambos ficam enfraquecidos, opacos e sem vida nestas situações.

Através da observação de alterações do leito ungueal é possível identificar doenças sistêmicas, facilitando o diagnóstico e permitindo um tratamento precoce.


Como é a unha normal?

A unha normal é transparente, lisa, suave, permanecendo colada ao seu leito e apresentando crescimento contínuo.

As unhas crescem, em média, 3 milimetros por mês, mas isso pode variar bastante. As unhas1 das mãos demoram, em média, de 4 a 6 meses para crescer da base até a ponta; e as dos pés, de 6 a 12 meses. As unhas dos homens crescem mais rápido do que as das mulheres (exceto na gravidez, quando as unhas crescem mais). É bom lembrar que existem variações individuais, relacionadas à raça, idade, ambiente, ocupação, etc.

Diversas alterações na cor, aparência, superfície e crescimento podem significar problemas internos.


Quais alterações das unhas devem ser observadas?

Na maioria dos casos, a presença de unhas fracas, quebradiças ou que descolam na sua parte distal ocorre por manipulação excessiva, como o uso demasiado de esmaltes, fortalecedores contendo formol, microtraumatismo em unhas (por exemplo: unhas1 de digitadoras).

O tratamento geralmente é simples. Podem ser usadas cápsulas de gelatina, ferro, solução fortalecedora como o casco de cavalo (que contém substâncias endurecedoras), hidratantes com ureia e silicone e banhos de silicone (que formam uma película protegendo temporariamente a lâmina ungueal).


Quais as alterações das unhas que devem ser examinadas por um dermatologista pois podem estar presentes em doenças sistêmicas?

  • Anemia: unhas quebradiças, secas, opacas, com vários sulcos transversais, formato côncavo da unha (coiloniquia), descolamento distal (onicólise).
  • Doenças cardíacas: unhas curvadas para baixo, alargadas, coloração arroxeada e pontos arroxeados.
  • Doenças renais: engrossamento das unhas, coloração amarelada ou cinzenta, linhas transversais esbranquiçadas, unha metade marrom, metade clara.
  • Doenças hepáticas: na cirrose estão presentes as chamadas “Unhas de Terry”- de cor esbranquiçada na parte proximal e coloração normal na parte distal, unha pálida, amarelada, arredondamento e aumento da unha.
  • Doenças gastrointestinais: unhas doloridas, frágeis e que se descolam da parte distal ou descamam. Presença de pontos hemorrágicos.
  • Diabetes: unhas grossas, avermelhadas e com visualização de vasos na pele. É comum a presença de micoses, engrossamento e endurecimento das pontas dos dedos.
  • Hipertireoidismo: afinamento e enfraquecimento das unhas, descolamento da parte distal e abaulamento.
  • Hipotireoidismo: unhas opacas e grossas.
  • Lúpus eritematoso: manchas brancas na unha, depressões puntiformes e descolamento da parte distal da unha. Hemorragia da cutícula.
  • Reumatismo: unhas amareladas, com sulcos transversais, lúnula (mancha esbranquiçada e semilunar presente na base da unha) avermelhada e engrossamento sob a unha.
  • Leucemia: unha quebradiça, hiperqueratose (engrossamento) ou perda total da unha.
  • AIDS: é frequente o acometimento da unha por infecções causadas por fungos, cândida, vírus e herpes e também a presença do sarcoma de Kaposi (tumor vascular) na unha.

Outras alterações que devem ser avaliadas:

  • Unheiro: é o edema da cutícula. Pode ser causado por cândida (em pessoas que mexem muito com água ou umidade) ou por bactéria (geralmente após um traumatismo, como tirar a cutícula).
  • Micoses: a mais característica é a unha que vai ficando porosa, descolando e formando uma massa por baixo. É importante salientar que não é pega só em pedicure, como muitos pensam. Homens que nunca vão à pedicure são os mais acometidos. A causa é o fungo que existe no ar agravado pela predisposição familiar, diabetes, suor excessivo nos pés e uso contínuo de sapatos fechados. Microtraumatismos vão descolar a unha e facilitar a umidade debaixo dela, onde o fungo se acomodará. Existem atualmente antifúngicos orais muito eficientes. No caso de micose inicial, cortar bem a unha e usar antifúngicos locais.
  • Unhas encravadas: são defeitos constitucionais, em que a unha se encurva muito e entra dentro da carne, incomodando muito o paciente. É agravada com a idade e o corte errôneo da unha. Deve-se preventivamente cortar a unha reta, evitar sapatos apertados e evitar tirar muito a cutícula nos cantos. Em casos mais intensos recorre-se à cirurgia, que tira a matriz da unha responsável pelo seu crescimento naquele canto.


Quais alterações nutricionais podem alterar o aspecto das unhas?

  • Deficiência de vitamina A: unha com aspecto de casca de ovo, esbranquiçada e quebradiça.
  • Deficiência de vitamina B12: linhas longitudinais escurecidas, cor azul enegrecida.
  • Deficiência de vitamina C: hemorragia subungueal, com a presença de pontos avermelhados no leito ungueal.
  • Deficiência de zinco: coloração acinzentada, cutícula seca e engrossada, descamação intensa ao redor das unhas, linhas transversais bem acentuadas.
  • Deficiência de nicotinamida – vitamina B3 (pelagra - doença dos alcoólatras): linhas transversais esbranquiçadas, ausência de brilho e descolamento da parte distal da unha.


Quais os medicamentos que causam alterações no leito ungueal?

  • Minociclina: cor azulada nas unhas.
  • Tetraciclina: cor marrom e descolamento distal.
  • Anticonvulsivantes: diminuição do tamanho das unhas1.
  • Antidepressivos: unhas com manchas brancas.
  • Retinoides: afinamento das unhas, pontos brancos.


Como fortalecer as unhas fracas?

A saúde das unhas está muito ligada à alimentação da pessoa: uma dieta rica em proteínas, nutrientes e oligoelementos é muito importante para mantê-las saudáveis.

  • Uma pessoa que lava louças sem luvas pode enfraquecer ou manchar suas unhas. Seria interessante uma mudança desse hábito durante um mês para observar se as unhas melhoram. Caso isso não aconteça, o ideal é procurar um dermatologista para saber se existe relação com alguma doença.
  • Usar esmalte que não tenha ingredientes corrosivos ou que não cause alergia. Produtos como o tolueno e o formaldeído são compostos químicos que estão na composição do esmalte e que podem causar alergia em algumas pessoas. O esmalte protege a unha, funcionando como uma camada protetora, mas precisa ser de boa qualidade.
  • Podemos cortar e lixar as unhas sem problema algum. Entretanto, não devemos retirar as cutículas, pois elas servem de proteção contra doenças.
Fonte:
http://www.abc.med.br/p/unhas+fracas++como+fortalece+las+-39538.html

Carboidratos processados podem agredir mais o coração

Infromativo sobre carboidratos processados - perigo!!!

Carboidratos processados podem agredir mais o coração do que as gorduras saturadas, segundo artigo publicado na Scientific American deste mês de maio, dia 4.

Carboidratos processados podem agredir mais o coração do que  as gorduras saturadas, segundo artigo publicado na Scientific American  deste mês
Desde 1970 os americanos reduziram a porcentagem de calorias provenientes de gorduras saturadas, mas os índices de obesidade1 durante este período mais do que dobraram. Os índices de diabetes2 triplicaram e as doenças cardíacas ainda são a maior causa de morte na população.

Pesquisas recentes, incluindo uma meta-análise de mais de uma dúzia de estudos, sugerem que os carboidratos processados, os quais muitos americanos comem hoje em dia no lugar das gorduras saturadas, podem aumentar o risco de obesidade1, diabetes2 e de doenças cardíacas mais do que a ingestão de gorduras saturadas - um achado que tem implicações sérias para os novos guidelines aguardados para este ano.

Em março, o American Journal of Clinical Nutrition publicou uma meta-análise que relacionou os hábitos alimentares de aproximadamente 350 mil pessoas e o risco de desenvolver doenças cardiovasculares3 durante um período de 5 a 23 anos. A análise, coordenada por Ronald M. Krauss, diretor de pesquisas sobre aterosclerose4 do Children's Hospital Oakland Research Institute, não encontrou associações entre a quantidade de gorduras saturadas consumidas e o risco de doenças cardiovasculares3.

Meir Stampfer é professor de nutrição5 e epidemiologia da Harvard School of Public Health e um dos autores de um estudo publicado no New England Journal of Medicine que acompanhou 322 obesos por dois anos quando eles adotaram uma das três dietas: dieta de baixo consumo de gorduras - dieta de restrição calórica baseada no guideline da American Heart Association; dieta Mediterrânea6 - dieta de restrição calórica rica em vegetais e pobre em carnes vermelhas; dieta com baixo consumo de carboidratos, sem restrição calórica. Embora os que fizeram a dieta com baixo consumo de carboidratos tenham comido mais gorduras saturadas, eles terminaram o estudo com os níveis mais saudáveis de HDL7 e LDL colesterol8 e perderam duas vezes mais peso do que os que ingeriram pouca gordura9 saturada.

No Journal of the American Medical Association, outro estudo avaliou 65 mil mulheres e observou que as que ingeriram carboidratos mais rapidamente absorvidos - os quais têm alto índice glicêmico - tinham uma probabilidade 47% maior de adquirir diabetes mellitus10 tipo 2 do que aquelas que ingeriram alimentos de índices glicêmicos baixos (a quantidade de gordura9 ingerida não afetou o risco de diabetes2).

Ainda não se sabe se estas observações farão parte do Dietary Guidelines for Americans de 2010, atualizado a cada cinco anos. Até o momento, a recomendação americana é de limitar a ingestão calórica como um todo, independente da fonte.

Ninguém está dizendo que as pessoas devem começar a ingerir gorduras saturadas em qualquer quantidade. O que está sendo mostrado é que as gorduras saturadas podem ser neutras, comparadas aos efeitos dos carboidratos processados e açúcares refinados como os encontrados em alguns cereais, pães, massas e biscoitos. Substituir gorduras saturadas por carboidratos de alto índice glicêmico pode não só não trazer benefícios, como, pelo contrário, causar danos ao organismo.

Fonte: Scientific American de maio de 2010

Glossário
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
2 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais freqüente é o Diabetes Mellitus, ainda que existam outras variantes (diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
3 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
4 Aterosclerose: Doença da parede dos vasos arteriais, causada pelo depósito de colesterol, cálcio e tecido fibroso. Produz um aumento da resistência ao fluxo normal de sangue através do vaso afetado, com uma conseqüente isquemia dos diferentes órgãos (coração, cérebro, etc.).
5 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
6 Dieta Mediterrânea: Alimentação rica em carboidratos, fibras, elevado consumo de verduras, legumes e frutas (frescas e secas) e pobre em ácidos graxos saturados. É recomendada uma ingestão maior de gordura monoinsaturada em decorrência da grande utilização do azeite de oliva. Além de vinho.
7 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sangüíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
8 LDL colesterol: Do inglês low-density lipoprotein cholesterol, colesterol de baixa densidade ou colesterol ruim.
9 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
10 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).

Cinco atitudes saudáveis para evitar o diabetes mellitus tipo 2

Praticando saúde!

Cinco atitudes saudáveis para evitar o diabetes mellitus tipo 2:

De acordo com o estudo divulgado no Consenso da International Diabetes1 Federation são cinco os objetivos para um comportamento saudável que ajuda a evitar o diabetes mellitus2 tipo 2. São eles:
  1. Manter o índice de massa corporal3 (IMC) abaixo de 25 kg/m².
  2. Ingerir menos de 30% de gordura4 do total de calorias ingeridas.
  3. Ingerir menos que 10% de gorduras saturadas do total de calorias provenientes de gorduras ingeridas.
  4. Aumentar a ingestão de fibras para uma quantidade maior do que 15g/1.000kcal.
  5. Realizar mais do que quatro horas de atividades físicas de intensidade moderada por semana.

Fonte: International Diabetes1 Federation

http://www.abc.med.br/p/cinco+atitudes+saudaveis+para+evita-58429.html