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PEÇO DESCULPAS AOS USUÁRIOS, POIS HOUVE UM ERRO NA CONTAGEM DE VISITAS, POIS A MESMA ESTAVA POR VOLTA DOS 37000 acessos. Reparei o erro de contagem no dia 27-04-2011, portanto parte-se deste número em diante, ja que não há outra fotma de voltar aos acessos anteriores. Grato pela consideração de sempre! Alexandre de Souza Firme, nascido em 16/10/1976 - Formado em Fisioterapia pela UNIFESO desde 2013 (http://www.feso.br/graduacao/fisioterapia.php). Este blog é direcionado às áreas biomédicas, fisioterapia principalmente, para os interessados em obter e reciclar seus conhecimentos. Leitor, deixe seu comentário, mas sempre que possível, com sua identificação ou e-mail para que possa haver um melhor contato.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Postura Correta - sobre a coluna vertebral - assunto geral

A Postura Correta

Neste Artigo:

- A postura correta

- Atividades e postura

- As crianças, a escola e o lazer

- Doenças ligadas à postura

- Escolhendo um profissional

- Cuidados no trabalho

- O repouso



A má postura pode ser causa de várias lesões. Cuidar da postura no trabalho, no lazer e em casa, fazer caminhadas e alongamentos são atitudes que promovem a saúde e ajudam a combater as lesões posturais. Muitas pessoas são acometidas de dores no corpo, principalmente nas costas, e somente depois de algum tempo percebem que sua postura estava errada. A educação postural é algo que se deve perseguir desde a infância, para evitar problemas na idade adulta.

A postura correta

O Dr. Mauro Bosi, ortopedista do Fusame - Hospital Municipal de Americana, interior de São Paulo explica que para se ter uma postura correta é preciso praticar atividade física regularmente, corrigir sempre a própria postura nas atividades diárias domésticas e/ou profissionais, mantendo a coluna ereta o tempo todo.

Existem três desvios na coluna, relata Dr. Bosi, que são a escoliose, a cifose e a lordose, os quais podem ser congênitos ou adquiridos. Segundo ele, são problemas físicos que podem ser tratados conservadoramente com fisioterapia e/ou coletes, ou, quando o caso requer, com tratamento cirúrgico. A má postura leva inicialmente a dor e depois a uma deformidade que pode tornar-se irreversível (geralmente em pacientes idosos), acrescenta.

Atividades e postura

São vários os tipos de trabalho que obrigam a pessoa a manter certas posições do corpo durante muito tempo e que podem acarretar problemas posturais. Os dentistas, os ourives, os digitadores, os estivadores, entre outros, podem ter sua postura afetada pelo trabalho. Dr. Bosi lembra que, na verdade, todos os trabalhos, sejam eles em pé ou sentados, necessitam de uma ergometria correta (posição e tamanho da cadeira, da mesa, do computador, do teclado, etc...) para prevenir defeitos posturais. Assim, qualquer postura que não obedeça a esses princípios pode acarretar problemas.

Uma pessoa que se senta de maneira encurvada, em uma cadeira inadequada para costurar ou digitar pode vir a ter problemas no cóccix. Esse problema pode ser corrigido como? A dor no cóccix pode acontecer por sobrecarga local (sentar-se por muito tempo) ou queda sentado, responde Dr. Bosi. O tratamento é feito com analgésicos, antiinflamatório e calor local. A pessoa deve ainda procurar sentar-se, daí por diante, em lugar macio.

Que são métodos cinésioterapêuticos e como se aplicam para a postura? Cinesioterapia é a terapia através dos movimentos (exercícios de uma forma geral) e amplamente utilizada na correção da postura, relata o médico. Além disso, ioga, alongamentos musculares, reeducação postural global (da Escola Francesa), hidroterapia, são recursos que podem auxiliar.

As crianças, a escola e o lazer

O que os pais devem ensinar à criança para que ela tenha uma boa postura? O pé chato tem alguma relação com isto?, são perguntas que os pais se fazem. O Dr. Bosi diz que o pé chato nada tem a ver com postura incorreta. As crianças devem ser alertadas ao sentar para estudar, ver tv e vídeo games, carregar materiais escolares pesados de um lado só do corpo, e outras posturas incorretas do dia-a-dia. Devem ter o hábito de praticar qualquer atividade física o mais precocemente possível, dando preferência a esportes aquáticos.

O peso das mochilas deve ser regularmente vistoriado pelos pais, pois este é um problema muito sério e que as escolas devem prestar bastante atenção. Uma criança que porta quatro cadernos e mais quatro livros didáticos, além de lanche e outros acessórios, está carregando diariamente um peso demasiado grande para seu porte físico. É preciso uma campanha junto a pais e professores e é direito dos pais questionarem a escola sempre que a criança for obrigada a transportar (muitas vezes em longos trajetos da casa até a escola) um volume excessivo de material escolar.

Em casa, outro problema que pode influir na postura é a permanência da criança em frente ao computador, jogando vídeo game ou navegando na Internet. Essa criança - isso vale também para o adulto - deve ser ensinada a ter os pés apoiados em uma superfície sólida, coxas paralelas ao solo e ajustar a cadeira de modo que fique bem encostado na parte de trás, com os joelhos dobrados em ângulo de 90º, diz a Dra. Tricia Lyons, fisioterapeuta da Health Corp. Consulting, na California State University, EUA.

Doenças ligadas à postura

Uma doença se desenvolve como resultado do desgaste dos tecidos do corpo - juntas, ligamentos, tendões, nervos e músculos, relata Dra. Tricia. A postura, a repetição e os movimentos onde há constante esforço são fatores que propiciam a LER (Lesão por Esforço Repetitivo), como os vídeo games.

Normalmente, afirma a médica, duas horas por dia de trabalho no computador não significarão um risco de adquirir LER. No entanto, a maioria das pessoas usa computador pelo menos de quatro a dez horas por dia, pois o fazem tanto em casa quanto no trabalho. A Dra. Tricia recomenda que essas pessoas façam um registro do tempo que despendem no computador. Com isso, ela acredita que vão perceber que passam tempo demais na posição sentada e que precisam intercalar atividades para não contraírem LER ou outra doença relacionada à postura.

Escolhendo um profissional

Encontrar o profissional ideal para tratar de assuntos relacionados às dores e aos problemas de coluna, à má postura, e principalmente às lesões por esforço repetitivo (LER) não é tarefa tão fácil. Dependendo do problema, ele pode ser mais bem detectado pelo ortopedista, reumatologista, pelo fisioterapeuta, por um médico do trabalho, um clínico geral ou um neurologista. Como as dores lombares e outros males afetando a coluna podem ter diversas causas, é preciso encontrar um profissional que dê um diagnóstico 100% eficaz.

Nesse caso, as perguntas que uma pessoa deve fazer a si mesma são:

- Meu médico faz parte do plano de saúde que eu possuo? (caso tenha plano de saúde).

- Meu médico tem horários compatíveis com os meus?

- Onde posso encontrar meu médico, em caso de emergência?

- Tenho tempo durante a consulta, ou sinto que estou sendo apressado?

- Posso abrir-me com ele naturalmente?

- Ele me explica e me faz perguntas de maneira que eu possa entender?

- Sinto-me confortável durante a consulta e recebo atenção?

Cuidados no trabalho

Pessoas que executam serviço repetitivo (digitar, levantar e abaixar maquinários, etc) tendem a ser acometidas de LER. As empresas já estão se dando conta de que os afastamentos e as trocas de funcionários por lesões repetitivas não trazem benefício nem a elas próprias, nem aos empregados. Para que isto não ocorra, há corporações hoje que já se preocupam com a altura certa das cadeiras, das bancadas, dos maquinários, e fazem um acompanhamento mais acurado quanto à postura e a força do empregado no momento do trabalho. Outras empresas chegam a contratar especialistas para promover momentos de alongamento entre os funcionários, o que pode ser muito útil na prevenção postural e de doenças da LER.

Além disto, mudar o empregado de setor é uma alternativa, bem como oferecer intervalos regulares no trabalho. Esses intervalos, ao contrário do que pensam alguns empresários, fazem com que o rendimento e a atenção do trabalho aumentem.

O repouso

O sono mal dormido (tenso) pode influir na postura? Qual o tipo de colchão mais adequado para um bom repouso? O que há de verdade e de mentira nos anúncios sobre colchões?

O Dr. Bosi diz que o colchão tem que ser plano, não duro, e o estrado reto. Não há necessidade de comprar "colchão ortopédico", mas um bom colchão, que a pessoa mesma deve experimentar ou vistoriar atentamente no ato da compra. Por outro lado, um colchão de má qualidade, com espuma muito fina, por exemplo, em pouco tempo pode ser responsável pelo cansaço que a pessoa tem na hora de acordar e ao longo do dia, prejudicando sua saúde e suas atividades. O período de repouso também é importante, preferencialmente intercalado entre os períodos de trabalho, dando oportunidade aos músculos para relaxarem.

Copyright © 2000 eHealth Latin America 11 de Dezembro de 2000

Fonte:
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3944&ReturnCatID=1777

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobre Lombalgia - Movimento Pode Ser a Solução

Para a lombalgia aguda, permanecer ativo pode ser melhor que o repouso no leito

A recomendação de permanecer ativo contra repouso no leito pode oferecer pequenos benefícios na lombalgia aguda, mas são comparáveis na ciática, de acordo com os resultados de uma revisão publicada online na Cochrane Database of Systematic Reviews.

“Lombalgia aguda é um motivo comum para consulta com clínico geral”, escreveram Kristin Thuve Dahm, do Norwegian Knowledge Centre for the Health Services em Oslo, Noruega, e colegas.

“O debate continua sobre a eficácia comparativa entre a recomendação de repouso no leito e a de permanecer ativo como parte do tratamento primário”.

Para avaliar os resultados das duas condutas, os revisores procuraram o Cochrane Back Review Group Trials Register, CENTRAL, MEDLINE, EMBASE, Sport, e SCISEARCH até maio de 2009. Também procuraram bibliografias dos artigos pertinentes e contataram os autores dos estudos.

Os critérios para inclusão na revisão foram ensaios controlados randomizados para a eficácia de permanecer ativo ou em repouso no leito para pacientes com lombalgia aguda ou ciática, com endpoints primários de dor, status funcional, recuperação e retorno ao trabalho.

Dois revisores extraíram os dados independentemente e determinaram o risco de vieses paa os estudos selecionados, que foram combinados qualitativamente e estatisticamente, como apropriado com base na disponibilidade e apresentação dos dados.

Os 10 ensaios randomizados controlados selecionados tiveram riscos variáveis para viés. Os achados de 2 ensaios envolvendo um total de 401 pacientes com lombalgia aguda sugeriram que a recomendação de permanecer ativo foi associada a pequenas melhoras no alívio da dor (diferença média padronizada [DMP], 0,22; intervalo de confiança [IC] 95% 0,02 – 0,41) e status funcional (DMP 0,29; IC 95% 0,09 – 0,49).

Houve evidência de moderada qualidade de que pacientes com ciática que receberam a recomendação de permanecer em repouso no leito ou de permanecer ativos tiveram pouca ou nenhuma diferença no alívio da dor (DMP -0,03; IC 95% -0,24 – 0,18) ou nostatus funcional (DMP 0,19; IC 95% -0,02 – 0,41).

Para pacientes com lombalgia aguda, evidências de baixa qualidade de 3 ensaios randomizados controlados envolvendo um total de 931 pacientes sugeriu pequena ou nenhuma diferença entre exercícios, recomendação de repouso no leito ou permanecer ativo.

Para pacientes com ciática, evidências de baixa qualidade de 1 ensaio randomizado controlado envolvendo um total de 250 pacientes sugeriu pequena ou nenhuma diferença entre fisioterapia, recomendação de repouso no leito ou de permanecer ativo.

Várias estratégias para recomendações aos pacientes não foram comparadas em quaisquer dos ensaios identificados.

As limitações dessa revisão incluíram aqueles inerentes aos estudos incluídos, como qualidade da evidência e riscos de viés variados.

“Evidências de moderada qualidade mostram que pacientes com lombalgia aguda podem experimentar pequenos benefícios em alívio da dor e melhora funcional pela recomendação em permanecer ativos, em comparação com a de permanecer em repouso no leito; pacientes com ciática experimentam pouca ou nenhuma diferença entre as duas abordagens”, escreveram os autores do estudo.

“Evidência de baixa qualidade sugere pouca ou nenhuma diferença entre aqueles que receberam recomendação de permanecer ativos, fazer exercícios ou fisioterapia.

É muito provável que estudo adicional tenha um impacto importante na estimativa de efeito e que mude nossa confiança nisso”.

Cochrane Database Syst Rev. Published online June 16, 2010.

Informação sobre a autora: Dra. Dra. Laurie Barclay. Escritora e revisora freelance, Medscape, LLC.

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Fonte:

http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?bpid=102&id=27276&__akacao=291651&__akcnt=e4691e93&__akvkey=bf51&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=GERAL+123+BR&langtype=1046