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PEÇO DESCULPAS AOS USUÁRIOS, POIS HOUVE UM ERRO NA CONTAGEM DE VISITAS, POIS A MESMA ESTAVA POR VOLTA DOS 37000 acessos. Reparei o erro de contagem no dia 27-04-2011, portanto parte-se deste número em diante, ja que não há outra fotma de voltar aos acessos anteriores. Grato pela consideração de sempre! Alexandre de Souza Firme, nascido em 16/10/1976 - Formado em Fisioterapia pela UNIFESO desde 2013 (http://www.feso.br/graduacao/fisioterapia.php). Este blog é direcionado às áreas biomédicas, fisioterapia principalmente, para os interessados em obter e reciclar seus conhecimentos. Leitor, deixe seu comentário, mas sempre que possível, com sua identificação ou e-mail para que possa haver um melhor contato.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Hipertensão pulmonar induzida por Hipóxia

Hipertensão pulmonar induzida por Hipóxia


A hipertensão pulmonar induzida por hipóxia é a maior causa de morbimortalidade em doenças cardíacas e respiratórias na altitude. Esta hipertensão está relacionada a vasoconstricção pulmonar e remodelamento vascular. Recentes descobertas relataram o papel do fator de indução de hipóxia (FIH), na regulação deste processo. Ele atuaria na oferta de oxigênio às células, principalmente na eritropoiese e nas funções do complexo cardiopulmonar. O FIH é principalmente regulado por degradação proteossomal que por sua vez é ferro-dependente, necessitando de ferro como co-fator de presença obrigatória. O laboratório do autor já obtivera sucesso em correlacionar a disponibilidade de ferro e a hipertensão pulmonar. Contudo estes experimentos foram limitados a indivíduos saudáveis, sendo seu papel em pacientes com doença hipertensiva hipoxêmica pulmonar ainda desconhecida.

O objetivo deste artigo foi investigar a interação entre ferro e hipóxia na hipertensão pulmonar após semanas de hipóxia a grandes altitudes.

O trabalho cursou com dois protocolos, ambos randomizados, duplo-cegos e placebos controlados.

O primeiro com moradores do nível do mar (NDM), utilizou voluntários sadios, moradores da cidade de Lima no Peru, que foram estudados em outro local a 4340 m de altitude numa pressão barométrica de 450 mm Hg, equivalente a 12% do oxigênio respirado ao nível do mar.

O desfecho primário foi o efeito da infusão de ferro na pressão sistólica de artéria pulmonar a (PSAP) avaliada por doppler ecocardiografia.

Foram analisados 22 pacientes em seus resultados de hematócrito, ferro sérico e dosagem de eritropoietina.

Depois os pacientes foram conduzidos para a altitude, tendo sido repetida estas medidas por uma semana.

No terceiro dia, os participantes do grupo não placebo receberam infusão de hidróxido de ferro.

Como resultado, em todos os participantes houve um aumento na PASP com a exposição à altitude de 24 mmHg ( 95% IC 12-17mmHg) a 39 mmHg ( 95%IC 23-25 mmHg) p<0,001).

A infusão de ferro reverteu muito do aumento da PASP caindo de valores de 37 mmHg( IC 34-40 mmHg) para 31 mmHg( 95% IC 29-33 mmHg.) comparado a um decréscimo de 2 mmHg no grupo placebo, de 40 mmHg (IC 95%, 35-45 mmHg para 38 mmHg 95%IC 32-44 mmHg.

Houve diferença significativa entre os dois grupos ( p=0,1).

No terceiro dia, o hematócrito subiu 2%, o nível de eritropoietina subiu 60mU/mL, a saturação de transferrina diminuiu em 10% e o nível de ferritina caiu 21 ng/ml.

O segundo protocolo, envolveu pacientes com doença crônica da montanha (DCM) no qual pacientes nativos na altitude, portadores desta doença, que se caracteriza por uma excessiva reposta eritropoiética à hipóxia da altitude com conseqüuente hipertensão pulmonar, foram estudados por um mês. Eles foram tratados com uma “sangria”, sendo o desfecho primário o estudo da depleção de ferro causado pela sangria na PASP.

No início do trabalho, cada participante apresentou aumento no hematócrito equivalente a uma concentração de hemoglobina acima de 21g/dL.

Após as medidas de base de ecocardiograma, eles foram submetidos a uma retirada de sangue isovolêmica (sangria) de 500ml cada em 4 dias consecutivos totalizando 2000 ml. As medidas do eco foram repetidas nos dias 5, 12 e 19; foram então submetidos os pacientes à infusão de Ferro em dois dias com 200mg/dia ou salina como placebo. Os grupos foram cruzados, posteriormente recebendo as infusões alternativas.

A sangria reduziu o hematócrito em 19% e aumentou o débito cardíaco em 10%. De uma maneira geral a PASP aumentou em 25% do início até as transfusões. Durante o período de cruzamento dos grupos não foi verificado efeito da reposição de Ferro sobre a PSAP.

A conclusão do trabalho demonstra que a hipertensão pulmonar hipóxica pode ser atenuada pela suplementação de Ferro e exacerbada pela depleção do mesmo.


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Fonte:

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Osteofitose ou famoso "Bico de Papagaio"

Famoso "Bico de Papagaio" Matéria explicativa:

Para Fisioterapeutas

A Posição Correta:

Acupuntura pode melhorar a enxaqueca em 94% dos casos:

Estudo diz que 461 doenças podem ser tratadas pela acupuntura:

Reeducar o músculo pode acabar com dores:

Empresas brasileiras despertam para ergonomia:

Concento Maitland de Terapia Manual

Para os fisioterapeutas e estudantes da área.

Conceito Maitland - Terapia Manual

http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2009/07/o-conceito-maitland-de-terapia-manual.html

Importante!

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR

Assunto bastante comentado e ocorrido na atualidade.

Traumatismo raquimedular

Os traumatismos raquimedulares (coluna vertebral e medula) são lesões freqüentes na vida moderna. Estima-se que a lesão da medula espinhal ocorra em cerca de 15% a 20% das fraturas da coluna vertebral, e que 10% a 15% dos pacientes apresentem dano neurológico severo com grande morbidade e 5% de taxa de mortalidade, somente nos EUA (Fig. 1).

Figura 1 – Figuras esquemáticas de fraturas da coluna


Devido a esta grande incidência e custos elevados no diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção destes pacientes, a patologia é considerada como um grande problema socioeconômico. A lesão é mais freqüente no sexo masculino na proporção de 4:1, comprometendo os pacientes com faixa etária entre 15 e 40 anos de idade. A principal causa destas lesões são os acidentes envolvendo veículos automotores. Outras causas importantes são queda de altura, traumatismos esportivos, mergulho em águas rasas e ferimentos por arma de fogo que nos centros urbanos têm apresentado incidência crescente com o aumento da violência.

A localização anatômica mais comum de lesão medular é na região cervical, que está associada também ao maior índice de complicações, seqüelas e mortalidade em relação aos demais segmentos vertebrais (Fig. 2).

Figura 2 – Lesão da coluna cervical com deslocamento (fratura – luxação)


Avaliação clínica e abordagem inicial

Todo o paciente com história de traumatismo cranioencefálico, cervical, torácico ou abdominal deve ser considerado como potencialmente portador de fratura da coluna. Também deve-se incluir nesta categoria os pacientes vítimas de traumas severos, pacientes inconscientes (desmaiados) e todos os pacientes que apresentem limitação dos movimentos e dor localizada na coluna vertebral mesmo que apresentem movimentos com os membros.

É importante que a pessoa que preste os primeiros socorros tenha sempre e mente que o paciente deve ficar imobilizado, na medida do possível, tanto tempo quanto for necessário até a chegada de equipe especializada, para afastar a possibilidade de lesão de coluna vertebral e movimentar o paciente de forma segura.
A movimentação inadequada do paciente com lesões vertebrais instáveis pode provocar dano medular adicional. A imobilização com colar cervical e maca rígida auxiliam na proteção do transporte. No atendimento inicial do paciente é fundamental a avaliação e preservação das funções vitais básicas. No atendimento hospitalar, a história do trauma e o exame físico geral são fundamentais na avaliação da lesão vertebral e outras associadas.

Avaliação radiológica e diagnóstico por imagem

A radiografia cervical em perfil deve ser obtida assim que estabilizado o paciente. As radiografias da coluna torácica, lombar e pelve também são fundamentais. O estudo com ressonância nuclear magnética (RNM) e a tomografia computadorizada, mostram com fidelidade as estruturas neurais, o canal raquídeo e a arquitetura vertebral, respectivamente, auxiliando quanto à etiologia do dano neurológico, no tratamento cirúrgico, bem como na classificação de lesões estáveis e instáveis (Fig. 3).

Figura 3 – Ressonância magnética de uma Fratura-luxação da coluna cervical


Tratamento

O tratamento específico da lesão no segmento vertebral fraturado tem como principal objetivo a preservação da anatomia e função da medula espinhal, restauração do alinhamento da coluna vertebral, estabilização do segmento vertebral lesado, prevenção de complicações gerais e locais. Na impossibilidade de realização do tratamento definitivo, a redução da fratura cervical e o realinhamento do canal vertebral podem ser obtidos por meio da aplicação de tração longitudinal, utilizando-se halo-craniano, promovendo descompressão indireta das estruturas nervosas do segmento vertebral.

As indicações do tratamento cirúrgico têm sido baseadas na presença de instabilidade do segmento vertebral e lesão neurológica. A presença de paralisia incompleta e progressiva é indicação absoluta e urgente de tratamento cirúrgico (Fig. 4).

Figura 4 – Fixação anterior da coluna cervical


A estabilização precoce das lesões facilita a mobilização dos pacientes e promove de modo mais rápido a reabilitação, reintegração social, reduzindo ainda as complicações inerentes a essas lesões (Fig. 5).

Figura 5 – Fixação posterior da coluna cervical