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PEÇO DESCULPAS AOS USUÁRIOS, POIS HOUVE UM ERRO NA CONTAGEM DE VISITAS, POIS A MESMA ESTAVA POR VOLTA DOS 37000 acessos. Reparei o erro de contagem no dia 27-04-2011, portanto parte-se deste número em diante, ja que não há outra fotma de voltar aos acessos anteriores. Grato pela consideração de sempre! Alexandre de Souza Firme, nascido em 16/10/1976 - Formado em Fisioterapia pela UNIFESO desde 2013 (http://www.feso.br/graduacao/fisioterapia.php). Este blog é direcionado às áreas biomédicas, fisioterapia principalmente, para os interessados em obter e reciclar seus conhecimentos. Leitor, deixe seu comentário, mas sempre que possível, com sua identificação ou e-mail para que possa haver um melhor contato.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Respiração - Fisiologia Respiratória Humana

Respiração Humana - Fisiologia Respiratória

Recebe o nome de hematose pulmonar a troca gasosa que ocorre entre o sangue e o ar existente nos pulmões. Este processo tem por finalidade a manutenção do equilíbrio ácido básico no organismo e é realizado por todos os vertebrados terrestres.

O oxigênio que é inspirado chega até os alvéolos pulmonares, onde ocorre a troca gasosa (através de suas finas paredes), com o sangue dos capilares, sendo que o oxigênio presente nestas estruturas passa para a corrente sanguínea (antes o sangue era venoso, passa a ser arterial) e o gás carbônico presente nos capilares passa para o interior dos alvéolos por difusão. Este gás, por sua vez, será eliminado para o ambiente durante o movimento de expiração, passando por todo o trato respiratório (bronquílos, brônquios, traquéia, laringe, faringe, fossas nasais ou pela cavidade oral).

Fonte:

http://www.infoescola.com/sistema-respiratorio/hematose-pulmonar/


Outras fontes e mais estudos: (aprimorando os conhecimentos)

http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/hematose.htm

http://www.afh.bio.br/resp/resp2.asp

http://profs.ccems.pt/Palma/Ciencias/6%C2%BAano/Sistema%20Respirat%C3%B3rio/Humano/Jmatch2/alv.jpg

http://hraposo.no.sapo.pt/hematose.jpg

Mitos e Verdades sobre Aerossois

Aerossois (Bombinhas) - O que é Verdades e Mitos

BOMBINHAS :

ASSIM SÃO POPULARMENTE CHAMADOS OS TRATAMENTOS POR VIA INALATÓRIA, PORÉM O NOME CORRETO PARA ESSE TIPO DE MEDICAÇÃO É O AEROSSOL.

MITOS:
1)OS AEROSSÓIS VICIAM?

Não, os aerossóis e spray são maneiras seguras de administrar as medicações aos pacientes com doenças respiratórias, principalmente asma ( a popular bronquite ) e doença obstrutiva crônica, a doença causada principalmente pelo cigarro. Esse tipo de medicação apresenta rápido efeito de ação com menos efeitos colaterais que xaropes e comprimidos, pois agem diretamente no local onde está doente , não passando por todas as transformações no organismo até chegar aos pulmões.

2)O USO EXCESSIVO DOS AEROSSÓIS PODE CAUSAR ARRITMIAS CARDÍACAS, PODENDO LEVAR A MORTE ?


Não, trata-se de um mito sem nenhum respaldo científico, criado em função de que algumas medicações, principalmente aquelas que devem ser usadas para tirar os pacientes das crises de falta de ar, podem acelerar um pouco os batimentos do coração, mas isso é um efeito transitório, que não acarreta nenhum dano ou seqüela ao coração. Nessas horas há que concentrar-se em diminuir a falta de ar, essa sim pode ser levar a falência do coração, o que pode se fatal ao paciente.

3) O USO DE ESPAÇADORES ATRAPALHA A CHEGADA DA MEDICAÇÃO AOS PULMÕES?


Não , bem pelo contrário. Se o spray for feito diretamente na boca, o jato sai com muita força e as partículas da medicação ficam todas grudadas no fundo da garganta , não sendo inaladas para dentro do pulmão, local onde se espera a ação da medicação. O espaçador serve para deixar as partículas da medicação mais lentas e com isso há maior facilidade de inalação.


VERDADES:

1) A DOSE DA MEDICAÇÃO INALATÓRIA É MENOR SE COMPARADO XAROPES?


Sim, pois as medicações via aerossol vão diretamente ao pulmão, o que permite não só menor dose, como também mais rápido início de ação.


2) É NECESSARIO LAVAR A BOCA APÓS APLICAÇÃO DA MEDICAÇÃO INALATÓRIA?


Sim, pois os corticóide inalatórios, que são as medicações de uso contínuo para prevenção de muitas doenças respiratórias, podem ficar depositadas na cavidade oral causando o “sapinho”, que são manchinhas esbranquiçadas. Para evitar esse incômodo, basta enxaguar a boca após sua utilização. Os broncodilatadores não causam esses mesmos efeitos.


3) O AEROSSOL É MAIS PRODUTIVO?

Sim, em serviços de emergências ou pronto atendimento é preferível administrar o aerossol ao invés de nebulização convencional, pois seu uso é mais simples, prático e rápido. Além disso, há muitos trabalhos científicos que evidenciam um melhor aproveitamento da medicação dessa maneira, podendo até administrar doses maiores para tirar os pacientes da crise de falta de ar.


4) ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A IMUNIDADE DAS CRIANÇAS:

O sistema imunológico de uma criança é constituído por invasores, causadores de doença ( antígenos) e soldados (anticorpo). Quando há um primeiro encontro precocemente com um invasor, pode haver a expressão clínica de uma infecção, o que pode não ocorrer num segundo ou terceiro encontro, pois o organismo já terá formado seu exercito de soldados contra esses invasores. O sistema imune das crianças só é bem desenvolvido após os 3 anos de idade, antes disso ele é considerado imaturo e o contato com muitos antígenos pode fazê-lo desenvolver-se de maneira condensada, num prazo curto, ao invés de fazê-lo no decorrer de alguns anos. Por isso crianças saudáveis que ingressam na creche muito cedo podem ter uma freqüência aumentada de infecções.

A criança saudável apresenta crescimento e desenvolvimento normais, geralmente encontra-se bem entre os episódios infecciosos e as infecções , na maioria das vezes, não tem curso prolongado ou complicado e frequentemente ocorrem após exposição ambiental nova, como frequência à creche , ao berçário ou à escolas.

É cientificamente comprovado que crianças podem ter de 6-8 infecções respiratórias em 1 ano.
Principais fatores de risco para adquirir infecções de repetição: freqüência à creche exposição à fumaça do cigarro aglomerações.

É imprescindível lembrar que o leite materno é uma rica fonte de anticorpos às crianças, por isso a importância de mantê-lo pelo menos no primeiro ano e vida.

Fonte:
http://www.hospitaldopulmao.com.br/site/kids/index.php

Pumão Humano - Estudos de Fisiologia

O Pulmão Humano – Estudos de Fisiologia


Os pulmões do ser humano são órgãos do sistema respiratório, responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São dois órgãos de forma piramidal, de consistência esponjosa medindo mais ou menos 25 cm de comprimento. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Os alvéolos totalizam-se em um total de 350 milhões e são estruturas saculares (semelhantes a sacos) que se formam no final de cada bronquíolo e têm em sua volta os chamados capilares pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) com dos capilares para o alvéolo.

Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos (pronuncia-se "lobos", com a primeira vogal aberta). O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são revestidos externamente por uma membrana chamada pleura. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória.

Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.

Diafragma: A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdômen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma.


Imagens (abaixo)

Corte frontal:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Lungs_open.jpg


Imagem esquemática do pulmão humano (abaixo): em A-P

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e6/Heart-and-lungs.jpg



Respiração

Na respiração pulmonar o ar entra e sai dos pulmões devido à contração e ao relaxamento do diafragma. Quando o diafragma se contrai, ele diminui a pressão nos pulmões e o ar que está fora do corpo entra rico em oxigênio O2; processo chamado de inspiração. Quando o diafragma relaxa, a pressão dentro dos pulmões aumenta e o ar que estava dentro agora sai com o dióxido de carbono; processo denominado de expiração.

As pessoas podem parar de respirar mas ninguém consegue ficar sem respirar por mais de alguns segundos, porque a concentração de dióxido de carbono no sangue fica tão alta que o corpo não consegue mais fornecer energia para as células e o bulbo (parte do sistema nervoso que forma o encéfalo) manda impulsos nervosos para o diafragma e os músculos intercostais, para que se contraiam e a respiração volte a ser executada normalmente.

Patologias pulmonares:

* Bronquite

* Tuberculose

* Enfisema pulmonar

* Pneumonia

* Asma

* Câncer de pulmão

* Pneumonite


Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pulm%C3%A3o_humano

http://www.suapesquisa.com/pesquisa/pulmoes.htm

http://www.infoescola.com/anatomia-humana/pulmoes/


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Hipertensão pulmonar induzida por Hipóxia

Hipertensão pulmonar induzida por Hipóxia


A hipertensão pulmonar induzida por hipóxia é a maior causa de morbimortalidade em doenças cardíacas e respiratórias na altitude. Esta hipertensão está relacionada a vasoconstricção pulmonar e remodelamento vascular. Recentes descobertas relataram o papel do fator de indução de hipóxia (FIH), na regulação deste processo. Ele atuaria na oferta de oxigênio às células, principalmente na eritropoiese e nas funções do complexo cardiopulmonar. O FIH é principalmente regulado por degradação proteossomal que por sua vez é ferro-dependente, necessitando de ferro como co-fator de presença obrigatória. O laboratório do autor já obtivera sucesso em correlacionar a disponibilidade de ferro e a hipertensão pulmonar. Contudo estes experimentos foram limitados a indivíduos saudáveis, sendo seu papel em pacientes com doença hipertensiva hipoxêmica pulmonar ainda desconhecida.

O objetivo deste artigo foi investigar a interação entre ferro e hipóxia na hipertensão pulmonar após semanas de hipóxia a grandes altitudes.

O trabalho cursou com dois protocolos, ambos randomizados, duplo-cegos e placebos controlados.

O primeiro com moradores do nível do mar (NDM), utilizou voluntários sadios, moradores da cidade de Lima no Peru, que foram estudados em outro local a 4340 m de altitude numa pressão barométrica de 450 mm Hg, equivalente a 12% do oxigênio respirado ao nível do mar.

O desfecho primário foi o efeito da infusão de ferro na pressão sistólica de artéria pulmonar a (PSAP) avaliada por doppler ecocardiografia.

Foram analisados 22 pacientes em seus resultados de hematócrito, ferro sérico e dosagem de eritropoietina.

Depois os pacientes foram conduzidos para a altitude, tendo sido repetida estas medidas por uma semana.

No terceiro dia, os participantes do grupo não placebo receberam infusão de hidróxido de ferro.

Como resultado, em todos os participantes houve um aumento na PASP com a exposição à altitude de 24 mmHg ( 95% IC 12-17mmHg) a 39 mmHg ( 95%IC 23-25 mmHg) p<0,001).

A infusão de ferro reverteu muito do aumento da PASP caindo de valores de 37 mmHg( IC 34-40 mmHg) para 31 mmHg( 95% IC 29-33 mmHg.) comparado a um decréscimo de 2 mmHg no grupo placebo, de 40 mmHg (IC 95%, 35-45 mmHg para 38 mmHg 95%IC 32-44 mmHg.

Houve diferença significativa entre os dois grupos ( p=0,1).

No terceiro dia, o hematócrito subiu 2%, o nível de eritropoietina subiu 60mU/mL, a saturação de transferrina diminuiu em 10% e o nível de ferritina caiu 21 ng/ml.

O segundo protocolo, envolveu pacientes com doença crônica da montanha (DCM) no qual pacientes nativos na altitude, portadores desta doença, que se caracteriza por uma excessiva reposta eritropoiética à hipóxia da altitude com conseqüuente hipertensão pulmonar, foram estudados por um mês. Eles foram tratados com uma “sangria”, sendo o desfecho primário o estudo da depleção de ferro causado pela sangria na PASP.

No início do trabalho, cada participante apresentou aumento no hematócrito equivalente a uma concentração de hemoglobina acima de 21g/dL.

Após as medidas de base de ecocardiograma, eles foram submetidos a uma retirada de sangue isovolêmica (sangria) de 500ml cada em 4 dias consecutivos totalizando 2000 ml. As medidas do eco foram repetidas nos dias 5, 12 e 19; foram então submetidos os pacientes à infusão de Ferro em dois dias com 200mg/dia ou salina como placebo. Os grupos foram cruzados, posteriormente recebendo as infusões alternativas.

A sangria reduziu o hematócrito em 19% e aumentou o débito cardíaco em 10%. De uma maneira geral a PASP aumentou em 25% do início até as transfusões. Durante o período de cruzamento dos grupos não foi verificado efeito da reposição de Ferro sobre a PSAP.

A conclusão do trabalho demonstra que a hipertensão pulmonar hipóxica pode ser atenuada pela suplementação de Ferro e exacerbada pela depleção do mesmo.


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