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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SANGUE NAS FESES - CUIDADO!!!

SANGUE NAS FESES - fisiopatologia (texto explicativo) (partes editadas por Alexandre Firme)

A presença de sangue nas fezes, seja vivo ou digerido, sempre causa grande apreensão ao paciente e seus familiares.

Existem várias causas para hemorragia digestiva e vários tipos de apresentação para fezes com sangue.

Vamos primeiro às definições:

- Hemorragia digestiva alta: Todo sangramento que ocorre no trato gastrointestinal acima do duodeno, ou seja, esôfago, estômago e o próprio duodeno.

- Hemorragia digestiva baixa: Todo sangramento que ocorre no trato gastrointestinal após o duodeno, ou seja, intestino delgado, grosso, reto e ânus.

A presença de sangue nas fezes pode se apresentar de várias maneiras. Fezes com sangue vivo normalmente indicam hemorragia digestiva baixa, enquanto que fezes escuras, com sangue digerido, são em geral, devido a hemorragia digestiva alta.

Trato digestivoFezes com sangue digerido recebem o nome de melena. São negras, pastosas, semelhante a piche (Brasil) ou alcatrão (Portugal) e com odor muito forte. Às vezes apresentam raias de sangue não digerido ao redor.

A hemorragia digestiva pode ser óbvia ou oculta. Muitas vezes a quantidade de sangue perdido é pequena e se mistura com as fezes, passando despercebida pelo paciente. Apesar do volume ser pequeno, o fato de ser constante leva à anemia, que muitas vezes é a única pista de um sangramento digestivo.
O QUE É ANEMIA ?

A presença de sangue nas fezes, perceptível ou não, pode significar uma gama de patologias, das mais simples como hemorróidas, até as mais graves como câncer de intestino. Vamos falar das mais comuns:

1.) Úlcera gástrica ou duodenal

As úlceras gástricas ou duodenais são causadas principalmente pelo uso crônico de anti-inflamatórios e/ou infecções pelo H. pylori.

AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS

Como e quando tratar o H.Pylori (Helicobacter pylori

Como ocorrem na parte alta do trato digestivo, costumam se apresentar como melena. Porém, a quantidade de sangue perdido pode ser tão grande que não há tempo para digeri-lo, levando a evacuação de sangue vivo.

O sangramento por uma úlcera pode ser pequeno o suficiente para o doente não reparar alterações nas fezes, caindo naquele grupo que apresenta anemia sem sangramento evidente. Pode também se apresentar com sangramento vultuoso, inclusive com vômitos sanguinolentos.

2.) Diverticulose
-> clique na imagem abaixo para ampliar.
Diverticulose
Divertículo é uma protusão da parede do intestino. São pequenos sacos, semelhantes a dedos de luvas, que ocorrem principalmente na parede do cólon por enfraquecimento da musculatura do mesmo. É muito comum após os 60 anos e normalmente são múltiplos ao longo do intestino grosso.

São lesões benignas mas que podem sangrar ou inflamar se ficarem obstruídos por fezes.

Divertículos
Reparem na foto de um divertículo em uma colonoscopia. A foto da direita é a imagem ampliada. Reparem como os vasos sanguíneos ficam expostos quando ocorre essa protusão da parede.

Os divertículos costumam causar sangramentos indolores, vivos e volumosos. É das principais causas de sangramento vultuoso em idosos.

Para saber mais sobre divertículos:
DIVERTICULITE | DIVERTICULOSE | Sintomas tratamento

3.) Câncer

Aproximadamente 10% das hemorragias digestivas em pessoas acima dos 50 anos são secundárias a tumores do intestino. Os sangramentos tumorais costumam ser de pequena quantidade e também podem passar despercebidos.

Alguns sinais podem indicar um maior risco de sangramento neoplásico: fezes em fita, ou seja, com diâmetro pequeno, alterações dos hábitos intestinais como constipação intestinal de início recente, emagrecimento associado a anemia em doentes idosos, etc...

4.) Inflamação intestinal

Qualquer doença que cause inflamação nos intestinos pode levar a sangramento nas fezes. Isto vale desde intoxicações alimentares com diarréia sanguinolenta até as chamadas doenças inflamatórias intestinais que compreendem a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.

Nestes casos o sangramento normalmente vem acompanhado de diarréia de grande intensidade e febre.

DIARRÉIA. SINAIS DE GRAVIDADE E TRATAMENTO
ENTENDA A DOENÇA DE CROHN E A RETOCOLITE ULCERATIVA


5.) Angiodisplasia

São dilatações e enfraquecimento da parede dos vasos da mucosa do intestino, que por ficarem mais expostos e mais frágeis, rompem-se com mais facilidade.

A angiodisplasia é mais comum após os 60 anos e pode causar desde sangramentos volumosos até um quadro assintomático, onde o paciente não apresenta nenhuma perda sanguínea e sequer suspeita que possua alguma alteração.

6.) Sangramentos retais de pequena quantidade

Pequenas quantidades de sangue nas fezes ou mesmo sangramentos detectáveis somente a passagem do papel higiênico são muito comuns. Em 90% dos casos, a etiologia é benigna.

As principais causas são:

- Hemorróidas - SINTOMAS E TRATAMENTO DAS HEMORRÓIDAS
- Fissuras anais
- Pólipos intestinais - PÓLIPOS INTESTINAIS | O que são, sintomas e tratamento
- Proctites
- Úlceras no reto
- Câncer

As 2 mais comuns são Hemorróidas e fissuras anais. A primeira se manifesta como sangramentos de pequena quantidade que envolvem o final das fezes, através de pingos de sangue que ocorrem após a evacuação ou manchas de sangue no papel higiênico após a limpeza do ânus. A hemorróida quando grande pode ser facilmente vista pelo próprio paciente.

A fissura anal normalmente causa sangramentos associado a evacuação, que costuma ser bastante dolorosa. A distinção entre hemorróidas e fissura é facilmente feita pelo exame físico.

Apesar do pequeno volume, esses pequenos sangramentos retais quando ocorrem de forma crônica podem levar a anemia.

A investigação das hemorragias digestivas é normalmente feita com um método endoscópico. A colonoscopia para sangramentos no cólon e a endoscopia digestiva alta para sangramentos no esôfago, estômago e duodeno.

Infecções intestinais também são causas de sangue nas fezes, porém não costumam cursar com sangramento abundante. São comuns outros sinais e sintomas associados, principalmente febre, diarréia e vômitos. As parasitoses intestinais podem ocasionalmente se apresentar com sangue misturado às fazes

VERMES E EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES

Fonte:
Sangue nas feses - atenção!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pumão Humano - Estudos de Fisiologia

O Pulmão Humano – Estudos de Fisiologia


Os pulmões do ser humano são órgãos do sistema respiratório, responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São dois órgãos de forma piramidal, de consistência esponjosa medindo mais ou menos 25 cm de comprimento. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Os alvéolos totalizam-se em um total de 350 milhões e são estruturas saculares (semelhantes a sacos) que se formam no final de cada bronquíolo e têm em sua volta os chamados capilares pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) com dos capilares para o alvéolo.

Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos (pronuncia-se "lobos", com a primeira vogal aberta). O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são revestidos externamente por uma membrana chamada pleura. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória.

Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.

Diafragma: A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdômen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios. Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma.


Imagens (abaixo)

Corte frontal:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Lungs_open.jpg


Imagem esquemática do pulmão humano (abaixo): em A-P

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e6/Heart-and-lungs.jpg



Respiração

Na respiração pulmonar o ar entra e sai dos pulmões devido à contração e ao relaxamento do diafragma. Quando o diafragma se contrai, ele diminui a pressão nos pulmões e o ar que está fora do corpo entra rico em oxigênio O2; processo chamado de inspiração. Quando o diafragma relaxa, a pressão dentro dos pulmões aumenta e o ar que estava dentro agora sai com o dióxido de carbono; processo denominado de expiração.

As pessoas podem parar de respirar mas ninguém consegue ficar sem respirar por mais de alguns segundos, porque a concentração de dióxido de carbono no sangue fica tão alta que o corpo não consegue mais fornecer energia para as células e o bulbo (parte do sistema nervoso que forma o encéfalo) manda impulsos nervosos para o diafragma e os músculos intercostais, para que se contraiam e a respiração volte a ser executada normalmente.

Patologias pulmonares:

* Bronquite

* Tuberculose

* Enfisema pulmonar

* Pneumonia

* Asma

* Câncer de pulmão

* Pneumonite


Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pulm%C3%A3o_humano

http://www.suapesquisa.com/pesquisa/pulmoes.htm

http://www.infoescola.com/anatomia-humana/pulmoes/


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sistema Vascular - Artérias e Veias - Vasos Sanguíneos

Vasos Sanguíneos - Sistema Vascular


Os vasos sanguíneos são responsáveis pelo transporte do sangue, o qual contém gases, nutrientes e resíduos. Na circulação sanguínea, o coração lança o sangue a pressões elevadas através das artérias e este é transportado até chegar ao nível de capilares, onde ocorrem as trocas de substâncias. O leito capilar vai ser drenado por elementos venosos que fazem com que o sangue retorne ao coração. Os vasos sanguíneos são constituídos por três camadas de tecidos: túnica íntima, túnica média e túnica adventícia. Estas camadas são mais definidas nas artérias e são ausentes nos capilares, onde distingüe-se apenas um endotélio.


* Túnica íntima: é constituída de células endoteliais pavimentosas simples que revestem a luz do vaso e um tecido conjuntivo subendotelial.

* Túnica média: é composta por células musculares lisas de disposição circular e de tecido conjuntivo fibroelastico. A túnica média é mais proeminente nas artérias e pouco distinta nas veias.

* Túnica adventícia: é a mais externa, sendo constituída de tecido conjuntivo e pode conter músculo liso. É a camada mais desenvolvida nas veias.



ARTÉRIA E VEIA DE GRANDE CALIBRE


A artéria possui luz arredondada e ampla, e parede espessa. A veia possui luz irregular com uma parede mais delgada. Geralmente são observadas dispostas lado a lado.



ARTÉRIAS DE GRANDE CALIBRE (ARTÉRIA ELÁSTICA)



Na parede de uma artéria de grande calibre observa-se a túnica íntima, a túnica média bem desenvolvida e com várias camadas de músculo liso e também a túnica adventícia, constituída de tecido conjuntivo frouxo contendo pequenos vasos sanguíneos, responsáveis pela nutrição das células das paredes da artéria, chamados de vasa vasorum.



Uma artéria de grande calibre é mostrada em maior aumento, onde se observa a túnica íntima, constituída de endotelio e tecido conjuntivo subendotelial. A túnica média apresenta várias camadas de células musculares lisas, com o núcleos alongados. Na túnica adventícia é mostrado o vasa vasorum entre as fibras do tecido conjuntivo.


VEIA DE GRANDE CALIBRE




Na veia de grande calibre, a túnica íntima é constituída por endotelio e tecido conjuntivo subendotelial. A túnica média é pouco desenvolvida, apresentando poucas camadas de fibras musculares lisas. A túnica adventícia é muito espessa e contém vasa vasorum.


ARTÉRIA E VEIA DE MÉDIO CALIBRE




As artérias de médio calibre (musculares) possuem uma túnica íntima constituída endotélio, tecido conjuntivo subendotelial e lâmina elástica interna. A túnica média é espessa, com várias camadas de fibras musculares lisas. A túnica adventícia tem a mesma espessura da túnica média e consiste em tecido conjuntivo frouxo com vasa vasorum, fibras elásticas e fibras colágenas.

Na veia de médio calibre, a túnica íntima é formada por um endotélio achatado e uma fina camada de tecido conjuntivo subendotelial contendo fibras musculares lisas. A túnica média contém várias camadas de músculo liso e a adventícia é a camada mais desenvolvida, apresentando tecido conjuntivo frouxo, fibras colágenas, vasa vasorum e fibras musculares lisas.


ARTÉRIA E VEIA DE PEQUENO CALIBRE



A artéria de pequeno calibre possui a túnica íntima constituída por um endotélio que repousa sobre uma lâmina elástica interna. A túnica média é constituída por fibras musculares lisas dispostas circularmente e a túnica adventícia é composta por uma delgada camada de tecido conjuntivo. A veia de pequeno calibre possui uma túnica intíma constituída por um endotélio e uma membrana basal muito delgada. Na veia pequena a túnica média é mais delgada que na artéria de pequeno calibre, possuindo menor número de camadas de músculo liso e a adventícia é mais espessa do que a média.


ARTERÍOLA E VÊNULA



As arteríolas regulam o fluxo sanguíneo para os leitos capilares. Na túnica íntima os núcleos das células endoteliais projetam-se para a luz. A túnica média é formada por uma ou duas camadas de músculo liso. Sua parede é mais espessa e sua luz é menor do que a da vênula. Os capilares drenam para as vênulas, as quais possuem uma ou duas camadas de células musculares lisas. Nas vênulas menores, a parede é formada por uma camada contínua de pericitos, circundada por fibras colágenas.

CAPILARES



Os capilares são os vasos sanguíneos do sistema cardiovascular que apresentam o menor calibre e neles ocorrem as trocas de gases e metabólitos entre as células dos tecidos e o sangue. O principal componente da parede do capilar é a célula endotelial pavimentosa, que repousa sobre uma lâmina basal. Uma célula endotelial pavimentosa pode cobrir toda a circunferência do capilar. São encontrados com frequência em tecidos de alta atividade metabólica.


Fonte:

http://www.fmrp.usp.br/rbp/morfologia2/vasos.html

Mais fontes:

http://www.uff.br/atlashistovet/SistCirculatorio.htm

http://www.medcenter.com/medscape/content.aspx?id=25956&langType=1046

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-circulatorio/capilares-e-veias.php

http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=10&materia_id=167&materiaver=1

http://pt.wikilingue.com/es/T%C3%BAnica_%C3%ADntima

http://pt.wikilingue.com/es/Ficheiro:Gray448.png

http://boasaude.uol.com.br/Lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4165&ReturnCatID=357

http://www.auladeanatomia.com/cardiovascular/arterias.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Art%C3%A9ria

http://www.todabiologia.com/anatomia/arterias.htm

http://www.icb.ufg.br/histologia/vascu/open.htm

BONS ESTUDOS!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ARTRITE e ARTRITE REUMATÓIDE - ATENÇÃO!!!

ARTRITE REUMATÓIDE

O que é?

Artrite reumatóide (AR) é uma doença crônica de causa desconhecida. A característica principal é a inflamação articular persistente mas há casos em que outros órgãos são comprometidos.

Qual é a freqüência:

É doença comum e a prevalência pode chegar a 1,5% da população em algumas regiões. É mais freqüente em mulheres e costuma iniciar-se entre 30 e 50 anos de idade, mas compromete também homens e crianças. Para que se desenvolva a doença são necessárias algumas combinações de defeitos genéticos e a presença de um ou mais estímulos externos, o que faz com que a incidência em familiares de pacientes com Artrite Reumatóide (AR) não seja grande.

Como se desenvolve?

Existe uma predisposição genética e alguns genes foram identificados. Não se conhece a causa da Artrite Reumatóide (AR) e pensa-se que haja vários estímulos diferentes, quando em contato com indivíduos que têm defeitos de origem genética no sistema imune, desencadeiem resposta inflamatória. A persistência dos estímulos ou a incapacidade do sistema imune em controlar a inflamação levam à cronicidade da doença. A membrana sinovial prolifera e libera enzimas produzidas por células localmente. Tanto a invasão da membrana sinovial como a ação das enzimas provocam destruição das estruturas articulares (cartilagem e ossos vizinhos) e juxta-articulares (tendões e ligamentos).

O que se sente?

A forma mais freqüente de início da doença é artrite simétrica (por exemplo: os dois punhos, os dedos das duas mãos) e aditiva (as primeiras articulações comprometidas permanecem e outras vão se somando). Costuma ser de instalação lenta e pouco agressiva, localizando-se inicialmente nas pequenas articulações das mãos.

Existem formas agudas e rapidamente limitantes. Com menor freqüência, começa em grandes articulações ou de modo assimétrico. Pode permanecer assim ou evoluir para poliartrite simétrica clássica. Todas as articulações periféricas podem ser envolvidas e os danos à coluna cervical podem ser muito graves. Somente em AR muito agressiva haverá artrite nas articulações interfalangianas distais dos dedos e será de instalação tardia. Artrite temporomandibular é comum.

Uma característica da Artrite Reumatóide (AR) é a rigidez matinal. Após uma noite de sono, os pacientes amanhecem com importante dificuldade em movimentar as articulações, a qual permanece por mais de 1 hora. Nos casos mais graves a rigidez matinal alivia somente parcialmente, permanecendo dor e limitação de movimentos permanentemente. Alguns pacientes queixam-se de mal-estar, fadiga e dor muscular que podem acompanhar ou anteceder a artrite. Rigidez matinal e fadiga no final da tarde são usados para avaliar atividade da doença.

As alterações destrutivas articulares são variáveis em um mesmo enfermo e entre a população com Artrite Reumatóide (AR). Há casos bastante benignos e com alterações discretas ou ausentes e outros em que as deformidades instalam-se progressivamente e tornam-se extremamente graves mesmo com tratamento adequado.

Alguns pacientes com Artrite Reumatóide (AR) típica contam que durante meses ou anos tiveram surtos passageiros de artrite em várias ou poucas articulações, antes da doença tornar-se crônica.

O curso clínico mais comum é caracterizado por alívio parcial da atividade inflamatória. Menos vezes, há inatividade por períodos variáveis de meses ou anos. Nos casos mais graves a doença evolue progressivamente levando, com o passar do tempo, a grave incapacidade articular.

Manifestações clínicas extra-articulares:

Nódulos reumatóides

São nódulos localizados debaixo da pele principalmente em áreas de apoio como cotovelos. Geralmente aparecem em casos mais graves. Raramente ocorrem nos pulmões, coração, olhos ou outros órgãos. (figura ao lado)

Comprometimento ocular

A alteração mais freqüente é a inflamação das glândulas lacrimais (Síndrome de Sjögren). Conseqüentemente, há diminuição da produção de lágrima. Os olhos ficam irritados e com sensação de estarem com areia. Quando não tratados adequadamente, a córnea fica sujeita a erosão e infecção.

Também podem estar inflamadas outras estruturas dos olhos. A mais grave é a esclerite; quando a esclerite é grave, pode ocorrer perfuração do globo ocular.

Manifestações musculares

Raramente ocorre inflamação do músculo. Por outro lado, inflamação articular e desuso são causas obrigatórias de hipotrofia muscular. Medicamentos de uso habitual na Artrite Reumatóide (AR) como corticóides e antimaláricos podem ser causa de fraqueza muscular e, às vezes, é difícil distingüir entre as manifestações da doença e as dos medicamentos. Nesses casos, se o paciente melhora sua força com exercícios, os medicamentos não seriam a causa.

Sistema nervoso

É comum o comprometimento das raízes nervosas periféricas. Quando somente as raízes sensitivas são atingidas o sintoma é formigamento ou queimação, como se o paciente estivesse usando luvas ou botas e o prognóstico é bom, ao contrário dos casos menos freqüentes de neuropatia motora.

Também são comuns as neuropatias por compressão devido à inflamação e proliferação do tecido articular. O sintoma mais comum é formigamento nos dedos polegar, indicador e médio devido à compressão do nervo mediano ao nível do punho.

Afrouxamento ou destruição de ligamentos na coluna cervical permitem deslizamento da 1a vértebra que pode comprimir a medula. As conseqüências são distúrbios sensitivos e motores nos membros superiores e inferiores. Deslocamentos maiores da vértebra podem levar a paralisia e mesmo a parada respiratória e morte.

Sangue

Anemia leve se relaciona com a atividade da Artrite Reumatóide (AR). Quando a hemoglobina está abaixo de 10g/ml ou hematócrito abaixo de 30 com doença controlada, deve-se procurar perda sangüínea pelo estômago devido ao uso continuado de antiinflamatórios.

A associação de Artrite Reumatóide (AR) com aumento do volume do baço, anemia, queda de glóbulos brancos e outras manifestações da doença chama-se síndrome de Felty.

Vasculite

A manifestação clínica da vasculite depende da intensidade da lesão, localização e tamanho do vaso. Inflamações ao redor das unhas não são raras e têm boa evolução.

Os pacientes com Artrite Reumatóide grave podem apresentar áreas extensas de vasculite cutânea provocando úlceras de difícil controle.

Continua em Avaliação da Atividade Inflamatória...


Link da "Avaliação da atividade Inflamatória"

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?468

Fonte:

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?35